quarta-feira, 20 de março de 2013

Restaurante "A Colina"

Situada bem no centro de Lisboa, no cruzamento da Filipe Folque com a Duque de Ávila, "A Colina" mantém-se como uma casa a visitar (ou a evitar, como veremos...), nomeadamente quando queremos comer comida tradicional portuguesa e ver as arrogantes caras da burguesia lisboeta a receberem, como foi o caso, barulhentos comensais.



Sábado fomos lá, em família.



Abrimos com uns camarões panados deliciosos, meia dúzia de rissóis comestíveis e umas ameijoas intragáveis (que crime, que crime, que crime...).



Comi, de seguida, uma maravilhosa língua estufada, acompanhada por um esforçado puré de batata. Ao meu lado, bateram-se com uma boa peça de rosbife e à minha frente foi comida uma medíocre carne de porco à portuguesa (com aquela experiência das ameijoas, não se podia querer mais...). Ainda nos batemos com uma  vitela barrosã muito honesta.



Seguiram-se umas sobremesas equilibradas, os cafés e os digestivos.



A equação é fácil de delinear: é uma casa que se limita a tratar bem os clientes habituais, a maior parte deles adeptos do Sporting, que não se esforça por agradar a quem pouco lá vai, com empregados rudes e antipáticos, mas com comida que, de quando em quando, se aproxima da que comemos em casa daquela Tia que cozinha como ninguém.


Pratica preços absurdos, que só seriam aceitáveis se as doses fossem fartas. Não são.


A avaliação seria negativa não tivesse, ainda, o sabor dos camarões e da língua na memória.



PS - Vá lá que ao lanche bebemos um extraordinário Quinta das Bageiras, Bruto Natural, que não deixa ninguém ficar mal...




1 comentário:

  1. Caro Zé,
    A Quinta das Bageiras foi finalmente reconhecida e este ano Mário Sérgio Nuno, grande produtor, dos melhores da Bairrada, venceu o premio para produtor do ano da revista de vinhos.
    Além dos espumantes (para mim, os brutos naturais são demasiado "brutos") tem grandes tintos, bem marcados e clássicos da Bairrada
    Abraço,

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