Quando nos dirigimos num supermercado à parte da garrafeira, todo o país está lá representado. São os vinhos do Douro, do Dão, os Verdes do Minho, os da Estremadura, os do Alentejo e os da península de Setúbal. Curiosamente, não costumo ver os vinhos do Algarve. E se discutirmos entre amigos, se conhecem vinhos do Algarve, a reacção é quase sempre a mesma, ou seja, o desconhecimento.
Foi o que me aconteceu ontem, quando uns amigos chegaram a casa para jantar e tinham ficado incumbidos de escolher o vinho que acompanharia a carne. E foi quando eles me disseram que uma das garrafas era do Algarve, que a minha reacção foi: "do Algarve?".
Foi o que me aconteceu ontem, quando uns amigos chegaram a casa para jantar e tinham ficado incumbidos de escolher o vinho que acompanharia a carne. E foi quando eles me disseram que uma das garrafas era do Algarve, que a minha reacção foi: "do Algarve?".
E foi aí que conheci a Adega Cooperativa de Lagoa, mais concretamente a Quinta dos Vales, em Estombar, onde este Marquês dos Vales Selecta 2010 que veêm mais acima foi uma agradável surpresa.
Com um sabor intenso, a mistura de castas dá-lhe um toque bem agradável para acompanhar carnes, como foi o caso. Para título de curiosidade, e tendo em conta o que estava escrito no rótulo da garrafa, as castas usadas no Marquês dos Vales são: 34% Cabernet Sauvignon, 32% Syrah, 14% Touriga Nacional, 10% Aragonês e 10% Petit Verdot. Uma amálgama de castas que só favorece o degustar do néctar ao mesmo tempo que nos vamos lambusando na comida.
Olhando para a ficha técnica do vinho, notamos que há mão de Paulo Laureano. O que a mim me surpreende, já que o enólogo alentejano consegue sempre desencantar melhores vinhos do que os seus em nome próprio. Mas mesmo assim, este Marquês de Vales, por 6 euros, é mesmo uma agradável surpresa.
Experimenta os vários vinhos (varietais, tintos e brancos, e em especial o rosé) da Quinta do Barranco Longo, de Algoz. São uma belíssima surpresa.
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