Este não é um projecto parado. Não o vejo assim, apesar dos colegas do Blog terem decidido parar com isto.
Decidi voltar e em breve recomeço as crónicas. Em breve.
Sabores Escondidos
Blog sobre comidas, bebidas, restaurantes, tascas e afins,casa de pasto, adegas, tabernas e outras que tais, em Portugal, ou em qualquer outro lugar. No fundo, é um blog sobre o prazer de comer, o prazer de comer no refúgio da amizade.
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
terça-feira, 30 de abril de 2013
terça-feira, 9 de abril de 2013
Vila de Olhão da Restauração
Uma coisa é o calendário da época futebolística, outra coisa completamente diferente é saber em que dia joga o Benfica em Olhão. Essa jornada fica logo marcada e o resto é conversa...
A Vila de Olhão da Restauração, por obra e graça de D. João VI, que assim a baptizou graças à coragem de meia dúzia de pescadores, que, a bordo do Bom Sucesso, decidiram ir de Olhão ao Rio de Janeiro informar o Rei que o reino do Algarve estava livre de franceses, graças à heróica Revolta Olhanense, recebeu-nos com o sol que há muitos meses abandonou Lisboa, deixando-nos entregues ao austero clima do norte da Europa, que moldou o feitio de quem nos governa, para mal dos nossos pecados.
O nosso Jorge Bragança, ponta de lança de Benfica (o verdadeiro Benfica é o de São Domingos, sublinho) em Olhão, avisou-nos logo: esperem-me na Gelvi, ali entre as duas praças.
Ora a Gelvi foi a primeira das surpresas: situada frente à Ria, num categórico e privilegiado canto de uma das praças, é uma gelataria das antigas, das que mete respeito. Trabalhando com gelados leves, como gosto, apurando mais a técnica genovesa que a veneziana ou napolitana, apostando mais na fruta e menos no leite e açúcar, a Sociedade Frígida Olhanense (marca Gelvi) diferencia-se pela qualidade bem acima da média (para quando um guia de gelatarias?).
Vejamos:
Seguimos para o Lagar, uma das sedes da gastronomia algarvia. Situado no Pechão, ali bem perto de Olhão, o Lagar tem sido a nossa antecâmara dos jogos do Benfica no Algarve, sendo certo que não me lembro de lá ter estado menos de 4 horas...
Desta vez começámos limitados: os pipis estavam esgotados e a açorda de perdiz não se come fora de época - excelente aviso para quem não gosta de aves de aviário. Guardo para outro dia, apesar de já os ter provado, o que dizer sobre estes pratos.
Não perdemos, no entanto, o tino.
De entrada um bom presunto barranquenho, acompanhado de um esforçado paio de porco preto (seria mesmo?) e de um queijo regular - exige-se mais desta casa.
Seguiram-se uns carapaus avinagrados, que os deuses deviam provar, e umas conquilhas que não envergonham o Algarve, a capital das ditas.
Entretanto, a primeira maior surpresa da tarde:
Estas eirozes, até para quem, como eu, conhece de cor as melhores, estavam absolutamente irrepreensíveis, dignas de figurarem entre os melhores pratos que comi nos últimos tempos (os que me lembro...).
Seguiram-se três tachos de ovas de choco.
Ovas de choco à moda do Lagar são, como estou farto de saber e vejo nos olhos de cada novo comensal que ali levamos, a marca e a imagem desta casa. Marinadas e depois guisadas, servidas em tacho de barro, devem ser comidas uma a uma e, de preferência, sem passarem pelo prato.
Seguiram-se dois pratos equilibrados, bem confeccionados, com paladar caseiro, certeiro, mas que não entraram na memória: bacalhau à Lagar e choquinhos à alagarvia.
Depois pedimos, como o tempo ainda era muito, um dos pratos de marca: Raia de Alhada, que não desiludiu, apesar do sabor característico, que condiciona o paladar.
Finalizámos o tempo regulamentar com uma bela dose de Massinha de uma legítima corvina, a raínha dos mares do Sul. Apaladado, com trabalho forte, bem doseado na relação massinha/corvina, este prato não só estava muito bom, como superou todas as expectativas. Num momento em que a fome já nos deixava, serviu, sobretudo, para provarmos a verdadeira comida de tacho algarvia.
A acompanhar bebemos dois vinhos: Dona Maria, 2009, e Quinta do Vallado, 2010. Se o segundo estava, como sempre, óptimo, revelando uma excelente relação preço/qualidade, o primeiro deixou tanto a desejar que nem o bebemos até ao fim. Sem estar passado, perdeu todas as qualidades que um vinho daquela gama deve ter. Em suma, um fiasco!
Depois de toda esta comida, a história podia não referir as sobremesas, não fosse o facto de ter pedido um magnifico pudim algarvio.
Feito de alfarroba, figo e laranja, produtos da região, com uma aceitável quantidade de gemas, este pudim deixou marca e recomendação. A não perder...
O resto do batalhão dividiu-se entre uma merengada de limão, em tarte, e o impessoal doce da avó.
Provei-os e garanto que não chegavam aos calcanhares do pudim...
Terminei com uma genuína aguardente de medronho e um Robusto da Fábrica Açoreana Estrela - como sempre, muito bom.
O Carlos Filipe, meu bom amigo, conseguiu que lhe abrissem uma J Walker com 15 anos de casa. 15 anos... imaginem como não estava.
A refeição acabou, já perto da hora do jogo, com o Sr. Manuel, feliz proprietário, sentado à nossa mesa, pedindo para o Benfica ganhar, chamando a atenção para o arroz de lampreia (do Guadiana) que serviria caso tivesse sido encomendado. Falou também do verdadeiro queijo da "Mina", sua terra, que abriria caso lá quiséssemos cear, o que, graças aos horários incríveis a que a Liga marca os jogos do Benfica, ficou adiado para breve...
Em suma, o Lagar é uma referência desde que ali me sentei, já há quase 10 anos, na companhia dos meus Pais. Depois, antes da final da Taça da Liga contra o Sporting, estivémos ali sentados 5 horas... desde aí, não há Algarve sem Lagar!
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Lisboa à Noite!
Sábado, depois de uma grande vitória do glorioso, fomos (atenção que o Tiago também foi, mas anda desaparecido...) ao Lisboa à Noite.
Como nunca lá tinha ido e nem tudo o que me tinham dito era bom, assumo que entrei com justo receio, que, a bem da verdade, não se consumou.
Bem pelo contrário, o presunto e polvo que serviram de entrada, acompanhados de um sempre magnífico Murganheira bruto (só reconheço o bruto como espumante), abateram qualquer dúvida: estavam muito bons.
Seguiram-se os pratos. Escolhi um folhado de linguado, muito bem feito, que mais parecia um autêntico "Linguado Wellington" (ok, meti aqui o nome do duque para relembrar a magnifica casa de Wellington, na Freineda, freguesia da bem amada Almeida)
Não experimentei os outros pratos, mas deixo aqui as imagens (pelo que os circunstantes disseram, estavam todos muito, muito bons)
Terminámos da melhor maneira: um Robusto bem fresquinho da Fábrica Açoreana (será que sou o único que escreve com e?) Estrela e Aguardente Palácio de Brejoeira.
A conta ficou no bolso do companheiro de escrita Tiago, que um dia a revelará ao mundo... (ou talvez não)
Como nunca lá tinha ido e nem tudo o que me tinham dito era bom, assumo que entrei com justo receio, que, a bem da verdade, não se consumou.
Bem pelo contrário, o presunto e polvo que serviram de entrada, acompanhados de um sempre magnífico Murganheira bruto (só reconheço o bruto como espumante), abateram qualquer dúvida: estavam muito bons.
Seguiram-se os pratos. Escolhi um folhado de linguado, muito bem feito, que mais parecia um autêntico "Linguado Wellington" (ok, meti aqui o nome do duque para relembrar a magnifica casa de Wellington, na Freineda, freguesia da bem amada Almeida)
Não experimentei os outros pratos, mas deixo aqui as imagens (pelo que os circunstantes disseram, estavam todos muito, muito bons)
Arroz de Cabidela de Pica no Chão
Pataniscas de Camarão
Fettuccine de Marisco
Para sobremesa pedimos uma simples, mas bem confeccionada, sobremesa da casa e a triologia de doces.
Uma nota especial para as estrelas da noite (infelizmente sem fotografia, o que é imperdoável!): duas garrafas de Quinta da Leda, 2007, que merecem todos os elogios e outros que ainda se inventarão...
A conta ficou no bolso do companheiro de escrita Tiago, que um dia a revelará ao mundo... (ou talvez não)
terça-feira, 2 de abril de 2013
Dona Isilda
Quando, no passado sábado, acordei com vontade de ir a Palmela, já sabia ao que ia. Comer bem e barato, naquele que é um dos melhores restaurantes de comida tradicional portuguesa que conheço.
É muito fácil de dar com o Dona Isilda.
Se vier na A2, saia em Palmela e siga na direcção da vila. Depois de passar por Palmela, siga em direcção a Azeitão e há-de encontrar do lado direito da estrada uma casa cor-de-rosa e logo a seguir uma tabuleta com o nome "Restaurante Dona Isilda". É depois seguir as instruções, mas não é muito difícil. É sempre para a direita. Se vier pela N10, após passar Vila Nogueira de Azeitão, na segunda rotunda, vira para Palmela, passa por Cabanas, Quinta do Anjo e depois encontra o restaurante do lado esquerdo. Se não der pelo restaurante, não faz mal. Pode ficar na Quinta do Anjo e experimentar o Alcanena, que é da mesma família e mais rústico ainda, já que aproveita uma velha adega para fazer, também aí, as delicias que compõem o nosso estômago.
Pessoalmente, prefiro o Dona Isilda, porque tem mais oferta de comida e diversidade, para além do espaço (bem maior do que o Alcanena), quer para estacionar, quer para comer. Bate em muitos pontos, vários restaurantes do género (português, buffet, comida tradicional), como por exemplo, o Tromba Rija de Lisboa.
Comecemos pelas entradas:
Existem três mesas dedicadas a entradas (uma para queijos e pão, outra para carnes e outra com fritos), para além de uma área nos tabuleiros dedicada às saladas. Não toquei no queijo, mas é possível escolher uma variedade infindável de vários tipos: curado branco, curado de ovelha, da serra, da ilha, alentejano, flamengo, enfim. São tantos, que é difícil estar a enumerar todos. Para além do queijo, pão tradicional, com nozes e tostas.
Optei pelas carnes e escolhi três tipos diferentes de morcela, uma rodela de chouriço, uma de farinheira e uma de paio. As morcelas estavam cada uma com o seu tempero específico, o que diferencia na qualidade. A farinheira, apesar de estar um pouco seca, era de fácil degustação. Quanto ao chouriço e ao paio, normais para a alta qualidade da casa.
Depois, fui aos tabuleiros da zona reservada às saladas e a escolha colidiu com salada de orelha fumada e salada de orelha normal, assim como a salda de grão. Na mesma zona de tabuleiros, havia muita salada, fosse ela com cenoura ralada, salada russa ou salada de alface normal. Eu optei pelo que apelava ao aumento do colestrol e não me queixei. As orelhas (para quem gosta, obviamente) estavam muito boas e o grão também.
A última parte das entradas estava destinada à mesa dos fritos e foi daí que trouxe choco frito, bolinhas de enchidos, raia, um croquete e um ovo de codorniz estrelado misturado com paio e embutido numa fatia de baguete. O choco estava divinal. Nada seco, bem mole, o que facilitava a degustação. A raia também estava muito boa e o ovo de codorniz misturado com o paio conjuga diferentes sabores na boca que são altamente recomendáveis. Deixo as bolinhas de enchidos para o fim, uma vez que foi o que me surpreendeu pela positiva. O sabor da carne misturada, onde a influência dos enchidos tem capital importância foi uma agradável surpresa. Claramente a repetir numa próxima visita.
Passemos ao peixe:
O que está no prato é facilmente explicável pelo facto de, nesta altura, começar a ficar um bocado para o cheio e como tinha uma crónica para fazer, tinha ainda de comer a carne. A escolha foi fácil e óbvia. Fácil, porque a variedade de pratos de peixe é reduzida no restaurante e óbvia, porque na semana passada tinha comido sopa de cação, pelo que este seria um prato a evitar. Assim sendo, optei pelo bacalhau com natas, bacalhau à Zé do Pipo e Açorda de Marisco.
Comecemos por esta última. O camarão em cima do pão é só para enfeitar, porque não é preciso ter o molusco para se saborear uma açorda de marisco que sabe mesmo, mas mesmo a marisco. Não é uma açorda muito "papada", ou seja, é bastante leve, o que a torna uma boa escolha. O bacalhau com natas estava também muito bom. Não abusam muito da cebola (um clássico em vários restaurantes), mas abusam um pouco da pimenta (no entanto, suficiente para não se rejeitar logo à primeira) e o bacalhau vem acompanhado com batatas, mas na sua perfeita comparação com o bacalhau (algo que também não costuma existir em muitos restaurantes). Já o "Zé do Pipo", estava também muito bom, uma vez que não estava seco, nem com muito óleo, o que o torna bem apetecível.
Quanto às carnes:
Também optei por três pratos: arroz de aves, entrecosto no forno e dobrada. Podia escolher muito mais pratos de carne, como os que havia, entre eles, arroz de pato, favas estufadas, pezinhos de coentrada ou mão de vaca com grão, entre outros. A oferta de pratos de carne é realmente maior do que os de peixe, mas mesmo assim, a qualidade é inegável.
Nas sobremesas:
Bolo de Amêndoa, Sericaia e Bolo Rançoso. Açúcar e mais açúcar. Mas escapei-me ao bolo e à mousse de chocolate, à torta de laranja, aos inúmeros pudins e a outros doces, que compunham a mesa. Todos eles, com aspecto divinal e com sabor ainda melhor.
O vinho que me acompanhou foi o da casa, que é também da zona (tinto de Venâncio Costa Lima), que não sendo muito forte, é bastante bom para acompanhar os diferentes pratos. No entanto, a garrafeira disponível no restaurante tem uma variada oferta em termos de qualidade e de preço.
Posto isto, por 20 Euros / pessoa, com tudo incluído (entradas, pratos, sobremesas, vinho e café) o Dona Isilda é uma óptima escolha para quem quer comer muito e bem ou comer bem e muito. A simpatia dos empregados também é uma constante e só quem não foi a Palmela a este sítio é que se pode arrepender.
sexta-feira, 29 de março de 2013
Uma Má Notícia
Na Rua Augusto Hilário, em Viseu, o prazer de comer muito bem acabou. O Cortiço era conhecido de todos os que, passando por Viseu, em trabalho ou lazer, faziam daquela casa a verdadeira casa de comida no centro histórico da cidade.Dizem os donos que a filosofia vai ter de mudar, mas ao fazerem isso, certamente mudarão o figurino que fazia do Cortiço um ponto obrigatório de passagem pela cidade de Viriato.
Sempre que lá fui, era preciso marcar a mesa, fosse para 2, 6, 10 ou 30 pessoas, como foi várias vezes o caso. E sempre havia algo que atrasava a hora. E esse sempre eram as pessoas que, ao mesmo tempo do que eu, queriam desgustar o que de bom aquela cozinha tinha.
Começávamos sempre com as morcelas e chouriços fritos, que trazidos nas pequenas frigideiras tinham sido acabadas de fazer. "Cuidado que está quente!", dizia o empregado receoso de algum acidente. Eram escusadas as palavras de atenção do mesmo. 2 minutos depois, as morcelas, misturadas ora com broa de milho, ora com pão caseiro eram o início de uma refeição quase sempre memorável.
Depois de convenientemente comidas, vinha o principal. E poderia ser o que quiséssemos. Quando me falaram na primeira vez no Arroz de Carqueja do Cortiço, fui investigar e ver o que era. Pequenos pedaços de carne de vitela, misturados com carnes, embutidos no arroz e com chá de carqueija, onde a sua folha fazia parte da decoração do tacho, convenientemente quente e com os avisos do costume.
A primeira vez que o comi, repeti pelo menos mais duas vezes, de tão bom que era.
Também havia as feijocas à maneira do sr.Abade, que também com o seu arroz eram divinais. E mais...
O cabrito assado no forno, o bacalhau à lagareiro, o polvo frito ou o arroz de pato eram as escolhas naturais para se compreender o que aquela cozinha tinha de especial.
Para a decoração da casa, os inúmeros guardanapos com os agradecimentos e as promessas de voltar a entrar naquela casa rústica, pequena, que ocupava duas portas na Rua Augusto Hilário e que era conhecida por ver os empregados a passarem de uma porta para a outra com os sabores que enchiam a alma, a barriga e o coração.
É com pena, muita pena que vejo o Cortiço fechar e mudar de "filosofia". Pode ser que os tempos mudem, efectivamente e tragam de volta aquela gente simpática, dotada de profissionalismo e de sorriso no rosto que faziam do restaurante uma referência nacional.
quarta-feira, 27 de março de 2013
O bife do Aliança - Ponta Delgada
Depois de uma valente jornada de trabalho em Ponta Delgada, o que se faz? Ataca-se o bifinho!
Antes, no entanto, recomendo, até porque a memória não pode apagar os melhores de cada tempo, uma pequena passagem pelo último refúgio de Antero de Quental.
A Esperança não é a última...
Bom, fixemo-nos no bife.
Em anteriores passagens pela magnífica Ilha de São Miguel, comi o sacramental pedaço de carne num templo gastronómico situado na Ribeira Grande, a Associação Agrícola de São Miguel. Quem lá foi sabe bem o que digo: é uma coisa de outro mundo...
Desta vez aceitei o desafio do bom micaelense Afonso Quental, descendente em 5.º grau de Antero, e fui demandar ao Aliança, ali bem no centro de Ponta Delgada.
Se há coisa em que podemos acreditar, com ligeireza, até, é que a tipica entrada micaelense sabe sempre bem: um queijo fresco de uma espessura indescritível, acompanhado de massa de pimentão. É assim no Aliança, mas é assim em todo o lado. Não inventem que fica mal...
Depois seguiu-se o bife, o inesquecível bife.
Comecemos por explicar que o bife não é um bife normal. É, isso sim, um belo bocado de suculenta carne, que se corta sem faca, frito com pimenta (que por cá se chama pimento), com muito alho e pouca gordura.
Acompanhado de batata legítima - nem pode ser de outra forma, creio -, o bife suplantou todas as expectativas, colocando-se ao lado do que a minha memória considera ser o melhor de sempre: o da Associação Agrícola.
Não estamos perante um daqueles mitos assentes em castelos de cartas: trata-se de um prato sólido, que pode rivalizar com qualquer outro bife do mundo.
O cozinheiro vem do Alcides, que, dizem, perde para o Aliança em preço e qualidade - da próxima vez prometo uma visita que assegure a veracidade da informação.
O vinho, já que o arquipélago se chama Açores, foi o Atlantis, que se bebe bem, revela qualidade e, sobretudo, tem melhorado muito ao longo dos anos.
Em suma, Ponta Delgada tem muito boa carne e óptimo peixe, como explicarei em breve, revelando, sobretudo, que aquela nostalgia que se adivinha em cada rosto não se deve à gastronomia regional.
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